Hollywood perdeu sua criatividade ou estamos apenas jogando seguro?
- Daniel Dante

- 23 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Olhando para esse gráfico, que analisa a proporção de filmes originais entre os 50 maiores sucessos de bilheteria global entre 1978 e 2019, não há como ignorar a mensagem.
A criatividade de Hollywood está desaparecendo? Ou será que o mercado nos tornou reféns de franquias e fórmulas já testadas?

Nos anos 80 e 90, ainda havia espaço para o novo, o experimental, o arriscado. Mas, a partir dos anos 2000, o vermelho dos filmes originais começou a ser engolido pelo azul das sequências. Hoje, é raro ver um filme original dominar as conversas globais ou quebrar recordes de bilheteria sem estar atrelado a uma marca ou universo já existente. A lógica parece clara: é mais seguro apostar no conhecido. Afinal, uma sequência ou remake tem fãs garantidos, enquanto algo novo exige convencer o público do zero.
Mas o que estamos sacrificando com isso?
A cultura pop se tornou um loop infinito. Quantas vezes ainda vamos revisitar as mesmas histórias com diferentes nomes? E mais importante: até onde essa saturação vai desgastar as próprias franquias que amamos? Há algo poético (e talvez trágico) em perceber que, enquanto buscamos mais do mesmo, esquecemos de abrir espaço para o novo – a próxima ideia, o próximo universo que pode inspirar as gerações futuras.
A questão que Hollywood nos força a encarar vai além do cinema: no mundo dos negócios, na comunicação e até em nossas vidas criativas, estamos jogando seguro demais? Será que estamos tão preocupados em minimizar riscos que estamos enterrando as possibilidades de inovar? Talvez seja hora de desafiar o status quo. Não apenas em Hollywood, mas em como enxergamos a criatividade e o futuro.
O que você acha? Estamos vivendo uma crise criativa ou a era das franquias é apenas uma nova forma de inovar? Vamos debater!



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